sexta-feira, setembro 09, 2005

Substituição intertemporal

Felicidade não tem preço. Pode até ser verdade. Mas boto minha mão no fogo e digo que felicidade de amanhã adiantada para hoje tem uma salgada taxa de desconto (d). Assim como felicidade de hoje poupada pra amanhã deve vir acompanhada com um prêmio. O primeiro é o dual do segundo, vice-e-versa.



Qualquer um que tenha concluído o ensino primário e possua mais de dois neurônios percebe que, pela expressão, a felicidade de amanhã adiantada para hoje é sempre menor. A escolha é pessoal. Mas se isso for somado à incapacidade de pensar antes de agir, os resultados são drásticos.

quarta-feira, setembro 07, 2005

Lá de cima, onde desce o rio de whisky

O Matanza tem seis anos de existência: quatro de birita e dois de trabalho
(...).
(Donida)

Fala sério. Não é possível que alguém ainda agüente ouvir rimar “amor” com
“dor”, “feliz” com “não sei o quê do meu nariz”(...).
(Jimmy)

Isso é Matanza.

"Quando de noite me der vontade de me matar"

Then take me disappearin' through the smoke rings of my mind,
Down the foggy ruins of time, far past the frozen leaves,
The haunted, frightened trees, out to the windy beach,
Far from the twisted reach of crazy sorrow.

(Mr. Tambourine Man, Dylan)

Prevejo o fim do mundo. É a única explicação plausível.

segunda-feira, setembro 05, 2005

Segunda feira

Acordei pensando no fim do mundo. E nas surpresas que o fim da tarde revela.

domingo, setembro 04, 2005

A conclusão de ontem

"E Jesus dizia: Pai, perdoa-lhes; porque não sabem o que fazem."
(São Lucas, 23,34)

sábado, setembro 03, 2005

Delusions

Maria da Conceição Tavares, mais louca que antes. Deprimida e presa num mundo de wishful thinking.

Não é de se espantar. Afinal, um projeto de desenvolvimento econômico capitaneado pelo Estado é, no fim, um projeto de desenvolvimento econômico não-econômico. Coisa de quem faltou a primeira aula da faculdade pra ficar no bar bebendo, ou no C.A. discutindo política sem saber o que política é.

sexta-feira, setembro 02, 2005

Entenda

Perceber os erros dos outros não implica em me julgar acima desses outros ou então como alguém que não erre. Um erro muito maior, entretanto, seria admitir que todos erram e assim relativizar o fato de que são erros ou então tornar esse fato irrelevante. Enfim, é falacioso pensar "todos erram, portanto não devemos nos preocupar com erros."

quinta-feira, setembro 01, 2005

Hopeless

Eu passo a maioria dos meus dias observando todos os errros que aqueles ao me redor cometem. Alguns deles simplesmente insistem em cometer e cometer e cometer...

No resto dos dias fico observando a "realidade continuando a arruinar minha vida."

domingo, agosto 28, 2005

Hedonismo, Mason, Dixon e Paulo Prado

Pessoalmente, percebo o hedonismo em dois tipos de pessoas: as totalmente descerebradas e as "melancólicas".

Quanto as primeiras não imagino ser difícil a explicação para o fenômeno. A mente não consegue identificar qualquer outro sentimento maior, ou mais complexo, que o prazer. O prazer é primitivo, e por isso têm relevância para esse grupo. Não há alternativa.

Já a relação entre a melancolia e o hedonismo parece mais complexa. Mas não estranha, contudo. Mason & Dixon, os personagens, constituem uma boa analogia. Ainda assim, me parece uma relação diferente da primeira, na qual a ignorância leva ao hedonismo. Nesse caso, há uma "retro-alimentação", para não dizer um círculo vicioso, a melancolia é ao mesmo tempo causa e efeito do hedonismo. Causa porque o hedonismo é visto como saída para a melancolia. Efeito porque a melancolia aumenta com o hedonimsmo. O mecanismo é similar àquele que Paulo Prado decreveu em Retrato do Brasil. O hedonismo seria um sentimento tirânico.

Esse segundo grupo realmente me preocupa.

Faz sentido

E então meu amigo Bretton me explicou porque a economia nunca será uma ciência exata.

"Cara, pensa só! Metade dos consumidores do mundo são mulheres!"

sábado, agosto 27, 2005

Post abortado

Não escreverei o que quero. Para tornar o que passa pela minha cabeça minimamente intelígivel, o texto deveria ser de uma explicidade com a qual não estou disposto compactuar. Minúcias prometeicas.

quinta-feira, agosto 25, 2005

Montando a armadilha

Francisco Arounet entrava na biblioteca quando avistou debruçada sobre uma mesa sua colega Mariana, muito concentrada. Decidiu a saudar.

- Oi Mari, tudo bom?

- Oioi. O que você tá fazendo aqui, nas férias?

- Estou trabalhando como assessor de pesquisa para o professor Assis. E, por acaso o que você está fazendo aqui, que nem aluna da universidade é?

- Estava procurando uma frase de Shakespeare. Achei há pouco. Veja só: "Se tiver que ser agora, não está para vir; se não estiver para vir, será agora; e se não for agora, mesmo assim virá. O estar pronto é tudo: se ninguém conhece aquilo que aqui deixa, que importa deixá-lo um pouco antes?"

- Interassante - Francisco respondeu.

- Gosto dessa frase - disse Mariana. Pretendo usá-la em diversas situações. Sempre em tom irônico. Por isso vim pesquisar.

- Porque afinal, o estar pronto é tudo.

- Sim. Bem... Preciso ir, tchau-tchau.

Mariana devolveu os livros e saiu da biblioteca. Francisco, sorrindo levemente, foi fazer suas consultas.

Mas antes, uma mensagem dos nossos patrocinadores

É freqüente, entre os brasileiros (...), a facilidade com que se alimentam,
ao mesmo tempo, de doutrinas dos mais variados matizes e com que sustentam,
simultaneamente, as convicções mais díspares. Basta que tais doutrinas e
convicções se possam impor à imaginação por uma roupagem vistosa: palavras
bonitas ou argumentos sedutores.


(Sérgio Buarque de Holanda, Raízes do Brasil, "Novos Tempos")

Não se apeguem muito à parte dos brasileiros. Entendam como uma constatação mais universal.

Exatamente

Meu amigo Tomaz Paoliello uma vez escreveu que a ironia é uma das formas mais refinadas de crítica. Concordo.

Digo, em adição, que a ironia é aquela piada que só quem fez entendeu a graça. Ao contrário da história, ela primeiro acontece como farsa e só depois como tragédia.

quarta-feira, agosto 24, 2005

De novo os dois irmãos

Olhem só. Muito bom.

Gostei da relação liberalismo-prometeu, marxismo-epimeteu. Principalmente pelas conotações que ja dei para eles por aqui. É uma das mais belas alegorias que já vi. É impressionante como faz sentido.

Eu sei que você não entendeu. Não se preocupe.

Sinuca de bico

Gilbertinho recebeu seu teste relâmpago de física. O professor disse: "São só duas questões. A hora é nove e vinte e três, vou recolher as provas às nove e trinta e cinco."

Gilbertinho, nervoso com o tempo escasso, leu a primeira questão. Não entendeu nada. Pensou "essa deve ser a díficil". Foi para a segunda questão, leu o início do enunciado: "Com base nos resultados da primeira questão..."

Gilbertinho zerou a prova. No dia seguinte, pegou a arma de seu pai com o objetivo de matar o professor. Contudo, derrubou-a no chão. A arma disparou e atingiu seus escrotos. Gilbertinho morreu por perda de sangue.

terça-feira, agosto 23, 2005

And I heard as it were

E tem os dias em que posso jurar que, se me concentrar e prestar atenção, posso ouvir a verdade sendo proclamada em vão do alto dos telhados.

segunda-feira, agosto 22, 2005

Ele abençoou o sétimo dia e o consagrou

Eduardo se encontrava deitado no sofa assistindo à corrida de Fórmula-1. Entediado, obviamente. Permaneceu desse jeito por alguns instantes, quando respondeu ao toque do telefone:

- Alô, Edu? Tudo certo?

- Tudo certo sim.

- Então, nós estamos todos indo almoçar fora, você vem?

- Obrigado mas não. Meus domingos já são ruins o suficiente quando não tenho que conviver com pessoas.

Hoje é melhor sair da minha frente

Meu humor está em um estado ruim o suficiente a ponto de me tornar disposto a cometer a maior das indelicadezas: falar a verdade.

domingo, agosto 21, 2005

Basket case

Tem vezes que me arrependo de ter me arrependido de algo. Normalmente daquilo que os outros se ressentem na minha pessoa.

Juntamente, devo dizer que, via de regra, minhas primeiras impressões são muito acuradas.

Whatever

Conversando ontem, uma pessoa me disse que se assusta com um certo desprezo que tenho pelas pessoas, o qual se percebe por esse blog. Eu respondi que o considerava uma característica cativante da minha personalidade.

Mais sobre isso em posts vindouros. Ou não.

Fazer o que?

Com atraso declaro iniciado o segundo semestre. Que seja o ano. O primeiro semestre foi um embuste.

Se as coisas não voltarem ao normal vou ficar bem puto.

sábado, agosto 20, 2005

Invariância por translação

Eu escreveria um post dizendo como estou rancoroso e cético nos últimos dias mas não vou. Algo como uma mistura de falta de vontade com pouco apelo literário (essa foi boa).

Fico com isso aqui.

Digo também que as coisas não mudam, em média. É tudo um grande embuste. Macroeconomia keynesiana.

sexta-feira, agosto 19, 2005

Aula de inglês

- Have you ever talked to an austistic person?

- No, but sometimes I can swear I'm talking to one...

quinta-feira, agosto 18, 2005

Ranting

Pode ser apenas impressão minha, mas aparentemente o Prêmio Nobel da Paz é menos interessado a premiar pessoas que contribuíram para a paz do que beautiful people fazendo aquilo que os liberals gostam.

Não me surpreenderia se um dia o Michael Moore ganhasse o prêmio.

quarta-feira, agosto 17, 2005

Crise de indentidade

Um dia, a jovem Carolina acordou e ao se olhar no espelho, no auge da sua adolescência, descobriu-se em crise de identidade. Justamente ela. Um choque. Ainda se olhando no espelho, tentou recuperar sua identidade perdida, em meio a um sentimento estranho no estômago e uma já conhecida dor de cabeça. Lembrou de suas inúmeras amigas, de todos os garotos que a desejavam, de todas as garotas que a invejavam, lembrou de seu jeito diferente de se vestir, de suas idéias certamente corretas – ao contrário das dos seus pais. Tentou lembrar a quantidade de bebida que tomou na noite anterior, mas não conseguiu. Cansou-se de tudo isso e, no mesmo tom de rebeldia e auto-afirmação que há muito embalava sua adolescência, proclamou:

- Sou uma pessoa de identidade! Tenho um piercing no nariz!

domingo, agosto 14, 2005

Gimme gimme shock treatment

Ontem eu sonhei que o Copom reduziu a taxa de juros. A próxima reunião é essa semana, terça e quarta.

No fundo, eu não sei se coloco esse sonho junto com aqueles inverossímeis como, por exemplo, quando sonhei que estava no Vietnã e que o patrão do meu amigo era o Marcos Valério. Ou se gasto todo meu dinheiro tentando lucrar com essa "informação privilegiada".

Obviamente, o significado do sonho era sexo.

Night of the living blogs

É interessantíssimo como eles resurgem do nada.

quinta-feira, agosto 11, 2005

segunda-feira, agosto 08, 2005

Dismal science

O economista do comercial diz que 1 Piiii = 1 Real, mas pra isso funcionar deve existir uma taxa de juros positiva de tal forma que as possibilidades de arbitragem entre os Piiiis e Reais sejam nulas. Caso contrário, um Piiii não seria igual a um Real. Além disso, o pessoal da Intelig deve prestar atenção na taxa selic e nas expectativas de inflação para o Brasil. Obviamente, as taxas devem ser tais que compensem, ademais, o risco da Intelig e do Brasil. Isso sem falar na possibilidade de um ataque especulativo contra o Piii, cenário que também deve ser levada em consideração

domingo, agosto 07, 2005

A inexplicável infelicidade de Uatu

Tá certo que eu sou meio (meio?) perdedor, mas ainda assim não consigo deixar de passar meus dias sem contemplar as ironias da vida. Que, como dizem alguns, é foda.

Obviamente, é necessário estar num local, informacional ao menos, privilegiado para tanto. Ou seja, encarar os fatos a partir de um ângulo diferente, inusitado mesmo.

No fundo, é por essas e outras que eu não entendo como Uatu, o vígia é um cara mal humorado.

Analyze this

Hoje sonhei que tinha ganhado um cachorrinho. Era um labrador ou um golden-retriever. Ele gostava de mim, bricava comigo.

Semana passada sonhei que um amigo meu trabalhava numa livraria e seu chefe não era uma pessoa muito legal. Insistia em destratar meu amigo. Uma hora resolvi ver quem era esse chefe. Era o Marcos Valério.

Uma hora dessas eu tento escrever algo mais interessante.

sábado, agosto 06, 2005

Conservador de direita

Quando as pessoas não sabem mais o que pensar, deixam os grupos pensar por elas; quando não sabem mais como agir, agem como os grupos o fazem; quando não sabem mais no que acreditar, acreditam naquilo que os grupos mandam acreditar.

O próximo passo é o totalitarismo, a moda, os anti-depressivos.

Quando as pessoas não sabem mais confiar, não têm mais fé, a esperança acabou. Nada depois disso tem a mínima possibilidade de ser.

Minha obra não tem tônica e mal existe, mas eu bem que gostaria que fosse "a defesa da interioridade humana contra a tirania da autoridade coletiva". Como em The O.C.

sexta-feira, agosto 05, 2005

E tenho dito

Pensando nisso aqui, postulo:

A amizade é uma relação binária. De resto, é corporativismo. Algo bem pior.

C'est la vie

Existem aquelas pessoas das quais você gosta tanto que decide não se importar com seus piores erros. Quando você descobre essas características é uma decepção, mas ainda assim você não deixa de gostar dessas pessoas. Essas pessoas são especiais para você.

Por exemplo, outro dia vi Jerry Seinfeld no SNL torcendo com uma camisa dos Mets. Mas eu continuo gostando dele.

P.S.: Go Yankees!

quinta-feira, agosto 04, 2005

Contra o quanto, ele lavorava em firmes, pelo mais pensável, não descumpria de praxe nenhuma.

Frase do dia

"Vocês acham que ele foi pra Portugal porque era bonitnho? Porque era
carequinha? Porque morava em Belo Horizonte?"
(Roberto Jefferson)

quarta-feira, agosto 03, 2005

Por um mundo melhor

Cidadãos da internet, ajoelhem diante dessa idéia:

Uma rede como o Orkut, que se expande por convites dos membros, porém com uma ressalva. Para se cadastrar definitivamente o candidato deverá obter uma pontuação mínima num exame de etiqueta, linguística e QI.

Não se pode negar, é um belo nariz

Análise de regressão

A análise de regressão é uma ferramenta econométrica extremamente útil. Ela permite determinar a participação de cada variável explicativa na determinação de uma variável objetivo. Por exemplo, a análise de regressão permite aferir o quanto do preço de um apartamento é determinado pelo número de quartos e o quanto é determinado pela metragem do imóvel.

Assim como o coeficiente de assimetria, a análise de regressão, infelizemente, não é aplicável a relações interpessoais.

terça-feira, agosto 02, 2005

Epifania

E, de repente, você descobre que aquela música bem mais ou menos que embalou sua vida aos onze anos de idade tem mais a dizer sobre sua existência do que muito do que você ouve hoje.

Do you have the time to listen to me whine
About nothing and everything all at once
I am on oh those
Melodramatic fools
Neurotic to the bone no doubt about it

Sometimes i give myself the creeps
Sometimes my mind plays tricks on me
It all keeps adding up
I think I'm cracking up
Am I just paranoid?
I'm just stoned

I went to a shrink
To analyze my dreams
She says it's lack of sex that's bringing me down
I went to a whore
He said my live's a bore
And quit no whining cause it's bringing her down



E, obviamente, você, idiota como é, consegue apenas rir da ironia da situação.

domingo, julho 31, 2005

Pêndulo

Horas boas e horas ruins. De gratidão e felicidade e calma e serenidade. E de culpa e tristeza e arrependimento e desolação. Sinto falta da paranóia.

Pi

3,141592653589793...

That's great, it starts with an earthquake...

Vjs em Ação. Eu não sou teólogo nem nada, mas se esse programa não for um presságio do fim dos tempos eu não sei o que é.

Aliás, atualmente, sempre que vejo um programa de opinião na TV apresentado por um grupo de pessoas bacanas tenho vontade desligar a TV e ir ler um livro.

sábado, julho 30, 2005

Tédio

Tem um cubo mágico em cima da minha mesa, do lado do meu computador. Ele fica aí, parado. Depois de muito esforço e um bocado de pesquisa, foi resolvido.Obviamente, não mexo muito nele agora. Contudo, se virar todas as laterais duas voltas o cubo fica todo quadriculado. Nesses ultimos dias eu tenho feito isso com muita frequência. Imagino se exista algum motivo em especial.

Sem título

Não sei o que escrever.

quinta-feira, julho 28, 2005

Prometeu, acorrentado no penhasco

Antes da reunião, veio a águia comer meu fígado. Amanhã ela aparece de novo. O fígado se regenera. Depois de amanhã ela aparece de novo.

Sem título

Tive uma reunião hoje. Minha consciência se demitiu.
And my soul from out that shadow that lies floating on the floor
Shall be lifted - nevermore!

(Edgar Allan Poe)

Eu fabrico motocicletas (e faço merchandising)

Seus babacas! Leiam isso e chorem.

quarta-feira, julho 27, 2005

Enlightenment

De vez em quando, ocorre algo como o desvelamento da verdade. É uma espécie de iluminação, as peças do quebra-cabeça estão todas no lugar e então é possível depreender sentido da realidade. É um ótimo sentimento. Fico eufórico.

Tive um dia assim hoje.

terça-feira, julho 26, 2005

Don't take your guns to town

O problema não é, propriamente, aquilo que escrevo. É o que não escrevo.

Analogamente, não é o que não sei, mas o que sei.

segunda-feira, julho 25, 2005

Here we go again

A Marvel está preparando um evento bombástico nas revistas do Homem-Aranha.Um "evento que cruzará o núcleo dos três gibis do Aranha e promete mudar para sempre a vida de Peter Parker e de todos próximos a ele."

Da última vez realmente deu certo.

Reiterando

Esse mundo definitivamente não me merece.

A TV é a imagem da besta

Tem um reality show que consiste em vários caras se esforçando e competindo para ficar com uma mulher. Mas há um plot twist: a mina é um cara!

É interessante que existe algo como a versão feminina desse programa. Chama-se Joe Millionaire - eu, pessoalmente, não poderia imaginar nome melhor para um programa de TV. Ele consiste em 20 mulheres se esforçando e competindo para ficar com um milionário. A virada no roteiro: ele não é milionário!

E pra piorar as coisas...

Aquele sentimento familiar e desesperador de que há algo bem importante que não estou sabendo.

domingo, julho 24, 2005

Problema

The guilty undertaker sighs,
The lonesome organ grinder cries,
The silver saxophones say I should refuse you.
The cracked bells and washed-out horns
Blow into my face with scorn,
But it's not that way,
I wasn't born to lose you.
I want you, I want you,
I want you so bad,
Honey, I want you.

(Mais Bob Dylan, I want you)

Disclaimer

Nada a ver com isso aqui, o post abaixo.

Or is it?

Os segredos da máfia

E na calada da noita, ao som da Suíte Quebra-Nozes, seus agentes, como bruxas, subterraneamente agem, balisados na forma mais egoísta possível, para surpreender os justos e os exterminar, entregando-os a um sem fim de solidão, loucura, depressão e paranóia.

sábado, julho 23, 2005

Confissão

Esse mundo não me merece.

Paciência

Continuo pagando pra ver.

Of course, I could be wrong...

Mas eu tenho achado o mundo muito estranho ultimamente.

Causas e efeitos?

sexta-feira, julho 22, 2005

Síndrome do orkut

Pérola adorava odiar autores. Para ela era um tesãozinho. Quando seu primeiro livro foi massacrado pelos blogueiros da moda, parou de escrever.

Será a cerveja falando?

E existem, para eventualmente melhorar as coisas, aquelas pessoas que você raramente vê mas sempre que esses eventos ocorrem, você have a good time.

Muito obrigado aos dois.

quarta-feira, julho 20, 2005

Sex and the reich

Sempre que vejo aquelas cenas de Sex And The City com as mulheres almoçando, imagino reuniões da cúpula nazista com comentários de mesmo tom e piadinhas igualmente idiotas.

terça-feira, julho 19, 2005

Nonada.

Proposta

Doravante, sempre que sentir necessidade de tornar isso aqui um sítio cibrenético mais inteligente citarei um trecho aleatório de Grande Sertão: Veredas.

Preste atenção, pois estes trechos não serão indicados como do Grande Sertão: Veredas. Prêmio para quem descobrir se é ou não parte do livro. Premio dobrado para quem descobrir de qual parte do livro é.

Correlaçao ou causalidade?

Ultimamente, me divirto entrando no site da Livraria Cultura e verificando como os livros anti-americanos são sempre comprados por pessoas que também compraram o Código da Vinci.

segunda-feira, julho 18, 2005

Gnose

A Folha de S. Paulo precisa de mais páginas para explicar Chico Buarque do que Guimarães Rosa. Não ache que eu estou reclamando. Não consigo explicar nenhum dos dois.

Ela também explica O Dólar, A Moda, A Menopausa, A Magia e Os Clones. Entre outras coisas.

Disclaimer

Não leve ese blog a sério. Eu não levo.

domingo, julho 17, 2005

"Should I stay or should I go?"

Eu não sei. Tento ponderar as coisas, mas elas estão perfeitamente equilibradas... Talvez não.

Vou pagar pra ver.

sexta-feira, julho 15, 2005

Empacado

Ainda pensando em Prometeu, fico imaginando para quem ele dirigia sua ira. Se para a águia, ou Epimeteu, ou Pandora ou Zeus.

O meu Prometeu é pynchoniano, ele acredita que tanto a águia como Epimeteu como Pandora e Zeus são, no fundo, a mesma coisa.

"You may never get to touch the Master, but you can tickle his creatures."

(Thomas Pynchon, Gravity's Rainbow)

Inflexão adversativa

Prometeu era irmão de Epimeteu. Ele foi acorrentado ao penhasco porque havia roubado o fogo dos deuses e dado aos humanos, que até então não tinham atributos. Os humanos, por sua vez, não tinham atributos até então porque Epimeteu no momento de distribuir os atributos pelos seres vivos os deixou por último e, chegada a sua hora, não restavam mais atributos a distribuir.

Epimeteu em outro caso, correlato porém, ignorou o conselho de Prometeu e aceitou o presente que Zeus lhe enviou: Pandora. Pandora tinha uma caixa tudo mais....


P.S.: Em Portugal há quem diga Boceta de Pandora.

Continuando

Eu também queria ter coragem para falar tudo que eu tenho vontade de falar. Fazer tudo o que eu tenho vontade de fazer. Destruir tudo o que tenho vontade de destruir.

Sabe? Tem um quê de Prometeu na minha personalidade que tem me atrapalhado, ultimamente.

Prometeu foi acorrentado a um penhasco e todo dia vinha uma águia comer seu figado, que se regenerava durante a noite.

You little chicken

Eu queria ter coragem para escrever tudo o que eu gostaria de escrever. Não é desonestidade não. É falta de coragem mesmo. E um pouco de desfalta de responsabilidade.

Sinto muito.

quarta-feira, julho 13, 2005

Guns don't kill children, pools kill children

Se você tem um filho, uma piscina e uma arma em casa; trate cercar a piscina. A probabilidade da criança morrer afogada é 100 vezes maior.

Acabei de ler Freakonomics e tenho que dizer que o livro é muito bom. Escrito em conjunto pelo jornalista do New Yok Time Stephen J. Dubner e o futuro Nobel de Economia Steven J. Levitt. A edição brasileira ainda tem um prefácio bacana do ilustríssimo Claudio "Claudião" Haddad.

Também tenho que dizer que o cara do Times da uma estragadinha na genialidade do Levitt, mas creio que é o preço a pagar se você não tem vontade (ou conhecimento) de ler os trabalhos dele.

O livro é escrito "pros leigos", mas é também bom exercício de econometria "pros iniciados". Leia e desemburreça.

A corporate handling for your buddies

O Ibmec-SP tem como hábito passar um questionário sobre os professores duas vezes por semestre. Os questionários não servem para decidir se o professor vai ser mandado embora ou não. Servem para que os professores possam melhorar seus cursos.

Eles consistem em várias questões padrão perguntando se o professor demonstra domínio do conteúdo, disposição para ensinar, se ele procura trazer trabalhos e pesquisas recentes relacionados à disciplina, se as avaliações são bem elaboradas, etc. Contudo, a pergunta que ao meu ver é mais reveladora é a última: Você se increveria em um outro curso com esse professor?

No fundo é essa pergunta que importa. Dado que você já conhece o professor, você seria seu aluno mais uma vez? Extrapole para outras situações. Dado que você já foi atendido por esse garçom, você gostaria que ele te atendesse outra vez? Dado que você já teve fulano em seu time, você o teria em seu time de novo? Dado que você já viajou com Joe Qualquer, você viajaria com ele de novo?

E continue fazendo essas perguntas....

terça-feira, julho 12, 2005

Mais uma

- Do you expect me to talk?
- No, Mr. Bond, I expect you to die!


(007 Contra Goldfinger)

Bond, James Bond

- Training is good. But there's no substitute for experience.
- I agree. That's why we use live targets as well.

(Moscow Contra 007)
"You’re just like crosstown traffic
So hard to get through to you
Crosstown traffic
I don’t need to run over you
Crosstown traffic
All you do is slow me down
And I got better things on the other side of town"

(Jimi Hendrix)

segunda-feira, julho 11, 2005

Revelação

E tem vezes que me sinto como o punchline da piada mais patética e sem graça do universo.

Juntando as pontas

Escrevi semanas atrás sobre comportamentos grupais. Agora, acho interessante observar que justamente as pessoas envolvidas nesses comportamentos são aquelas que fazem as coisas sobre as quais os dois últimos posts se baseam.

Os fins e os meios

Pensando no último post, umas considerações sobre os fins e os meios me pareceram relevantes.

Um grande problema que não é considerado pelas pessoas em sua ações, principalmente tendo em vista a máxima "Os fins justificam os meios" , é uma noção elementar de causa e efeito. No fundo não importa se os fins justificam ou não os meios, o que não é compreendido é que os fins são causa direta dos meios. Mais simples, os meios são responsáveis pelos fins.

Mais simples ainda, não espere um jogo de boliche divertido se os jogadores estão sendo obrigados a jogar.

Memórias antigas e problemas de hoje

Me lembro de um aniversário de um primo meu anos atrás, anos mesmo. Fomos todos jogar boliche. As primeiras pistas haviam acabado de ser instaladas aqui no Brasil. Lembro que depois de duas ou três partidas eu simplesmente não tive mais vontade de jogar e disse que não queria mais jogar. Perguntaram se queria ir pra casa eu disse que ia ficar só assistindo.

De alguma maneira isso era inadmissível. Todos ficaram insistindo e insistindo, pra não dizer enchendo o saco, para que eu jogasse. Falei que não queria e me disseram algo do tipo "deixa de ser bobo e joga". Contrariado fui jogar. Foi um péssimo jogo.

Outro episódio do qual me lembro aconteceu num hotel onde estava passando as férias. Alguém chegou pra mim e disse "o pessoal vai jogar bola, quer ir?" Eu respondi que preferia ficar na piscina. Me disseram "Você é do contra."

No fundo, uma das coisas que mais odeio é ser forçado a fazer as coisas. É um desrespeito me fazer jogar boliche só porque os outros estão jogando. É um desrespeito achar que eu devo jogar bola só porque os outros vão jogar. Numa variante, é me sentir manipulado, colocado em uma situação extremamente restritiva do ponto de vista das opções da ação.

Sem dúvida, o pior é ser colocado no meio de qualquer esquema com o objetivo de ter as possibilidades de ação restritas. Como no boliche do meu primo, como em várias outras situações. Depois disso, o jogo se torna péssimo. Tudo a partir disso é péssimo.

O frisson Brodie-Pierson

Miranda pesquisava em uma das bibliotecas da Universidade de Londres. Estava trabalhando em seu título de Ph. D. em história moderna. Infelizmente, sua tese não estava na melhor das formas. Pelo visto, não existiam muitas fontes sobre tendências de moda francesas na segunda metade do século XVIII. Com uma pilha de livros na sua frente, Miranda calmamente folheava um por um. Qual não foi sua surpresa ao encontrar, num livro velho e empoeirado, de capa de couro, sobre história da psiquiatria, um pequeno trecho sobre uma tendência ocorrida da década de 1760.

“No século XVIII, Wiliiam Brodie, naturista inglês que na época tentava entender “como determinadas tribos selvagens da Polinésia tratavam de casos de ensandecimento” (diário de campo de Brodie, 17/06/1852), percebeu que algumas tribos, “mui calmas e hospitaleiras” como afirmou, tinham o costume de pendurar em protuberâncias dos corpos de seus membros pequenas argolas e adornos feitos de maderia e pedras. Intrigado, Brodie procurou saber o objetivo desse costume e anotou em seu diário: “aparentemente esses adornos são oferendas ao deus Klunk. Pelos velhos mitos das tribos, aqueles que usam tias adornos se protegem de Klunk, o deus das sombras, que age à noite fazendo as pessoas agirem fortuita e incompreensivelmente.” Brodie teve idéias.

De volta à Europa, na França, país de sua esposa, Brodie desenvolveu um método terapêutico para curar os ensandecidos. Ele se baseou em suas experiências na Polinésia para montar um tratamento baseado em adornos e penduricalhos corporais. Para tanto, se associou a um outro inglês, James Pierson, que havia se instalado em Paris anos antes para aperfeiçoar-se na fina arte da joalheria.

Juntos, desenvolveram então nos idos de 1760 o método Brodie & Pierson. Inicialmente, ele foi aplicado em alguns manicômios próximos à capital francesa, com parcos resultados. Mas isto estava para mudar. Em 1765 o filósofo Voltaire com toda sua irreverência passou a usar um Brodie & Pierson em um ponto estranho de sua orelha. Logo, todas as damas de Paris desejavam usar um. Rapidamente, os adornos passaram a ser símbolos da luta contra o antigo regime, o que desencadeou uma forte reação do governo. Por 1770, os Brodie & Pierson, como eram chamados os adornos, estavam proibidos. A reação do governo foi tão forte que à época da revolução esses penduricalhos eram tido apenas como anedotas, ou como se diria atualmente, mitos urbanos.

Alguns historiadores explicam a total ignorância em respeito a esse episódio da história moderna francesa como uma associação entre a campanha do governo absolutista francês e um caso amoroso que Pierson teve com Anne Toinette Champion, esposa de Denis Diderot. Fato tal que manteve a dupla de ingleses fora da Enciclopédia.”

domingo, julho 10, 2005

Repeteco

Cinderella, she seems so easy
"It takes one to know one," she smiles
And puts her hands in her back pockets Bette Davis style
And in comes Romeo, he's moaning
"You Belong to Me I Believe"
And someone says," You're in the wrong place, my friend
You better leave"
And the only sound that's left
After the ambulances go
Is Cinderella sweeping up
On Desolation Row
(Bob Dylan, Desolation Row)
"Tell me great hero, but please make it brief
Is there a hole for me to get sick in?"

(B. D., pra variar)

Superstição

Amar os confortos fornecidos pelo micro-ondas. Mas ficar bem longe da cozinha sempre que estiver preparando a pipoca.

sexta-feira, julho 08, 2005

And now it's cold outside

Claro que eu bem que podia ir praí. Claro que eu queria estra aí. É muito triste não estar aí. Muito triste.

"E toda vez que passa um Cadillac eu fico procurando se é você a dirigir"

E tem essa parte da sua mente que não é, de forma alguma, racionalizável. Seu modus operandi é mesquinho. Ela joga sujo. E tem o poder de te foder tão completamente....

quinta-feira, julho 07, 2005

Mórbida semelhança

Paul Revere, herói da Guerra de Independência dos EUA.


Jack Black, herói do cinema dos EUA.

Retorno no próximo cruzamento

E se eu te dissesse que encontrei uma saída para a minha situação? E se eu te dissesse que ela talvez seja a pior e mais inexecutável de todas? E se eu te dissesse que é a única que me satisfaz?

E se eu te dissesse que os indivíduos são racionais e agem da seguinte maneira:

segunda-feira, julho 04, 2005

Pequenas Ironias da Vida

Hoje à tarde, bisbilhotando a sacola da Blockbuster vi o DVD de A Lenda do Tesouro Perdido. Assisti. Horas depois fui me lembrar que hoje é quatro de julho.

Reflexões

O grande problema da paranoia está no simples fato de, mesmo no remotíssimo caso de que tudo que você esteja imaginando seja verdade, não exista nada que você possa fazer.

For better and for worse

Todas aquelas coisas que você quer dizer mas simplesmente não diz...

domingo, julho 03, 2005

Chronicles vol. 1

Estava devendo (não sei pra quem) mas as Chronicles do Dylan são ótimas. Melhores do que muitos dos livros cobrados pelo vestibular. A narrativa é muito boa, honesta. Digressiva o suficiente para espantar os desatentos, também. A habilidade com a linguagem é a mesma, senão melhor, do aquela que aqueles sábios o suficiente conhecem de suas músicas. Com uma vantagem, aliás, no livro não existe certas brumas presentes, muito propriamente, nas suas músicas.

De lambuja: elogios ao Johnny Cash.

Por mais que ele não goste disso, Dylan é o big cheese.

Jefferson promete desmascarar Dirceu em acareação

Senhoras e senhores, o combate do século dar-se-á no Congresso Nacional.

"How high is the water momma?"

Five feet high and rising. Esse disco é sensacional. Treze canções, para variar. Se você pensava que o que fazia do Matanza uma das melhores bandas atuais eram as letras, estava errado.

A memória do homem de preto está bem guardada.

sábado, julho 02, 2005

Black Math

Pelas notícias um japonês bateu o recorde de casas decimais do número "pi" decoradas. Ele decorou 83.431 casas decimais e demorou cerca da treze horas para as recitar.

Eu continuo aqui sem decorar porra nenhuma tentando encontrar um jeito de sair dessa situação indesejável. Talvez comçar a decorar casas decimais de números me ocupe o suficiente a ponto de deixar de pensar em certas coisas.

Já tenho até uma estratégia formulada. Comecerei decorando as casas decimais de 5/10, passando depois para 1/3, em seguida tentarei uma dízima periódica um pouco mais complexa. Quando estiver bem treinado parto para o "pi" ou para o "e".