domingo, julho 15, 2007

Stop the war of civilizations

Um dia ainda acessarei o Uol e estará lá, logo de cara:

"Em video, Bin Laden dança a macarena e come um cheeseburger."

Porque afinal: War! Huh! What is it good for? Absolutely nothing!

quarta-feira, julho 11, 2007

Materalismo muito engraçadinho (um poema)

a Francisco Kencis

Caixa de CDs do Bob Dylan, você é a coisa mais bonita que eu vi até hoje na minha vida, inclusive o porquinho-da-índia que deram pro Manuel Bandeira quando ele tinha seis anos.

quinta-feira, julho 05, 2007

Minha canção do exílio não será saudosa

Lembro que há algumas semanas comentei com meu amigo Werther: "Acho que estou me viciando em Oreo." No que ele respondeu: "Oreo é bom."

E se não é a realidade que conspira contra minha pessoa, o Ministro da Saúde (muita saúva....) o faz. Justamente eu, que não consumo drogas (a não ser um pouco de B-52's às vezes) e que bebo pouco. E minha única relação com a FAPESP é a de bolsista. Meu colesterol está bom, ademais.

Aliás, o único problema de saúde ao qual a comida já me acometeu veio justamente de um prato de salada.

Roberto Campos dizia que o Brasil tinha três saídas: o liberalismo, o Galeão e Cumbica. O governo está conseguindo fechar todas.

quarta-feira, julho 04, 2007

Letras

E a semana que seguiu o falecimento do poeta foi estranha.

Sonho com K. da quarta para quinta. Um sonho feliz do qual se acorda triste, lembrança de algo que um dia foi e, como peço sinceramente ao bom Senhor, talvez um dia seja de novo. K. se liberta do consumismo. Eu não tenho como me libertar da ironia assim tão fácil.

E N. aparece como que do nada. Colisões na internet. Luto para tirar Leonard Cohen da minha cabeça sempre que ela aparece. I'd like to try to read her palm.

E M. Vejo algumas fotos de M. e seu sorriso me incomoda. Seus versos também. Sem falar de suas escolhas ultimamente.

Restam o luto, a descrição que Joel faz do fio da navalha e o sentimento - péssimo sentimento - de que a realidade conspira contra minha pessoa.

quarta-feira, junho 27, 2007

Notícia

Luto e desolação. Bruno Tolentino faleceu hoje e a menina ao meu lado, aqui nos computadores da biblioteca, pesquisa em uma loja online de maquiagem.

quarta-feira, junho 20, 2007

Big brothers

"Quando você fizer vinte anos, reencontrar aquela menina colega de escola da quarta série e descobrir que ela virou modelo, você vai entrar em crise. Vem falar comigo."

Eu sou uma pessoa pior porque demorei para encontrar meus irmãos mais velhos. Não aqueles irmãos mais velhos do tipo "sangue do seu sangue", e tampouco aqueles do tipo "vou te ajudar jovenzinho carente, nós jogaremos basquete e xadrez e eu te darei um prato de comida no fim do dia"; mas aqueles do tipo "fica de boa que eu te educo". Enfim, um deles, o Martim, montou um blog, ou algo que o valha. Acesse por aqui e se torne uma pessoa melhor.

domingo, junho 17, 2007

Pequenos pedaços da verdade

Há pessoas de verdade e pessoas de mentira.

E tenho dito.

terça-feira, junho 12, 2007

Confissões

Tenho andado meio de saco cheio da realidade. Vou procurar umas receitas de baiacu na internet e ver o que acontece.

sábado, junho 09, 2007

Aquela música do Lobão

Preocupa-me a situação da elegância nesses tempos modernos. A elegância, como bem sabemos, é o que separa o Partenon desses prédios com motivos clássicos nos arredores da Cidade Jardim, o progressivo do Pink Floyd do progressivo do Yes e a demonstração da security market line ( E(ri)=rf-beta(i)*[E(rm)-rf)] ) via CAPM da demonstração via teoria de precificação por arbitragem (alguem? não? Ok).

No entanto, a elegância não é a simetria obcessiva-compulsiva. Ela tem lugar em certos desarranjos e em detalhes assimétricos. Há mais arte na disposição de tranqueiras na jaqueta do punk que se pode imaginar. Pelo menos na do bom punk (o bom punk é o bom selvagem da modernidade, provavelmente não).

Porque, afinal de contas, a proporção áurea tem seu quê de estranho, mas ainda assim funciona. É um prato cheio para paranóicos. Assim como a modernidade.

quinta-feira, junho 07, 2007

Goldberg Variations

E para que conste nos autos: Bach acabou de acalmar minha alma. I wonder why.

Frases

"As nove palavras mais tenebrosas da língua inglesa são: eu sou do governo e estou aqui para ajudar." (Ronald Reagan, ator de segunda, frasista de primeira)

"As nove palavras mais tenebrosas da língua inglesa são: dos mesmos criadores de Sex & The City" (Luiz Felipe Amaral, autor que não aposta na habilidade de seus leitores em saber contar)

quarta-feira, junho 06, 2007

Tip of the day

Hoje acordei, como costumam dizer meus amigos, "amável". Realmente amável, by the way, tudo que há de pior no ser humano. Quando amanheço desse jeito, ou melhor, nessa intensidade de amabilidade, não são os outros o alvo da minha (implacável?) bile, mas eu mesmo. E essa é a dica preciosa de hoje.

Mas o que é realmente interessante nesses dias (mentira) é como começam, meio que deslocados. Como se a realidade tivesse girado alguns graus no sentido anti-horário (porque giros no sentido horário não abalam a percepção, ao menos não desse jeito).

E a terapia é estranha. A cura é aleatória. No entanto, nunca é completa. Deve-se esperar o dia passar. Mas normalmente música esquisita, Henry Miller e o nono mandamento pedindo para ser quebrado, sentado aqui do meu lado no computador da bibioteca, costumam servir de paliativos.

terça-feira, junho 05, 2007

Pouca saúde, muita saúva....

A solução para o Brasil não existe (espanto!). Mas tampouco existia para a França e ainda assim conseguiram os franceses se redimir:


Ela é Alizée. Por favor poupem-me de piadas envolvendo a moça e a natural sucetibilidade francesa aos ataques-relâmpago (blitzkrieg). Fica a menina de exemplo para o país de Pelé, Robinho e Mário Ferreira do Santos (lateral esquerdo do glorioso alvinegro praiano nos idos de 1950; não confundir com Mário Ferreira dos Santos, filósofo).

domingo, junho 03, 2007

Os problemas da modernidade


E eis que Lindsay (tratada nesse blog em vista de sua amizade com Paris) começa seu tratamento com a galera torcendo contra. A modernidade é assim: como todos têm problemas, uns não querem que os outros resolvam os seus. Principalmente se os outros forem famosas, ricas e gostosas.

Recuso-me a ser assim. Lindsay, meus melhores pensamentos estão com você. E com a Britney também. Contem comigo.

segunda-feira, maio 28, 2007

É sério

Só eu percebo quão óbvio (e estúpido) é tudo isso?

No fim dos tempos estarão todos chorando e eu a gritar "Eu disse, eu disse!" Logo antes de ser morto por um dos cavaleiros do apocalipse que dizem Ni.

domingo, maio 20, 2007

You don't need a weather man to know which way the wind blows


Já tenho o Ray-Ban e já tenho a gaita. As placas eu consigo fazer em casa. Agora só me falta o talento.

quinta-feira, maio 17, 2007

Meus heróis

Um homem precisa de pessoas em quem se espelhar. Precisa de exemplos de moral. Precisa de alguém que sirva de modelo em momentos de dúvida e em dilemas.

Por todos esses nobres motivos listo abaixo meus heróis. Um conjunto de homens que se todos considerassem modelo o mundo seria bem melhor.






1) Platão e Aristóteles - Eles, juntamente com Sócrates, provocaram o maior salto presenciado pela inteligência humana.



2) Horácio, Primeiro Visconde Nelson, Vice-Almirante - Horácio Nelson é um dos maiores estrategistas navais da História. Talvez o maior. Pelas suas revolucionárias manobras, pelo seu chapéu barato-total e por ter chutado a bunda dos franceses, Nelson merece um lugar nessa lista.


3) Adam Smith - O economista original.



4) Winston Churchill - "No capitalismo, o homem é explorado pelo homem; no comunismo ocorre o contrário."


5) Machado de Assis - Ousou ser inteligente no Brasil. Acabou abrindo o caminho para muitos outros (tal que muitos é igual a 3).




6) Milton Friedman - O maior economista do século XX. Defensor das liberdades individuais e do livre-mercado. Não só ganhou um Nobel, como também ensinou gerações de ganhadores do Nobel.


7) Elvis Presley - Antes de todos, Elvis já havia feito tudo.



8) Bob Dylan - Bob Dylan.


9) Ferris Bueller - Fez tudo aquilo e ainda vivia nos anos 80.




10) Cláudio Haddad - Inteligente, Ph. D., bilionário e simpático.




11) Obi-Wan Kenobi - Dominava o Código Jedi.



12) Batman - He is the fucking Batman.

quarta-feira, maio 02, 2007

It's only rock'n'roll

Is it? Porque se eu bem me lembro da discussão, a conclusão é que o rock tem sim Sympathy for the Devil, mas tem também, e com a mesma banda, Shine a Light. É uma questão de escolha (quem diria?!).

E tudo isso tem a ver comigo como ser vivo nesse exato momento. Porque se por um lado meu estômago se uniu com meu cérebro em Sympathy; minha alma, por outro, se impulsiona em direção a Shine a Light. E você?

E você?

sábado, abril 28, 2007

Tragédia e Farsa



(19/03/2005)



(28/04/2007)

sábado, abril 21, 2007

Tostines (sabor metafísica)

Tentei uma vez. Tentei de novo. Não rolou. Peço desculpas.

Porque tem uma galerinha que passa pelo mundo como que saltitando. Seja saltitando mesmo, seja enchendo a cara, ou estourando o cartão de crédito, ou feeling sorry for themselves nas linhas dos blogs e nos divãs dos analistas. Diminuem porque não percebem as coisas grandes ou não percebem as coisas grandes porque vêm diminuindo?

Não sei. Resta Auden.

Atlantis

Being set on the idea
Of getting to Atlantis,
You have discovered of course
Only the Ship of Fools is
Making the voyage this year,
As gales of abnormal force
Are predicted, and that you
Must therefore be ready to
Behave absurdly enough
To pass for one of The Boys,
At least appearing to love
Hard liquor, horseplay and noise.

Should storms, as may well happen,
Drive you to anchor a week
In some old harbour-city
Of Ionia, then speak
With her witty scholars, men
Who have proved there cannot be
Such a place as Atlantis:
Learn their logic, but notice
How its subtlety betrays
Their enormous simple grief;
Thus they shall teach you the ways
To doubt that you may believe.

If, later, you run aground
Among the headlands of Thrace,
Where with torches all night long
A naked barbaric race
Leaps frenziedly to the sound
Of conch and dissonant gong:
On that stony savage shore
Strip off your clothes and dance, for
Unless you are capable
Of forgetting completely
About Atlantis, you will
Never finish your journey.

Again, should you come to gay
Carthage or Corinth, take part
In their endless gaiety;
And if in some bar a tart,
As she strokes your hair, should say
"This is Atlantis, dearie,"
Listen with attentiveness
To her life-story: unless
You become acquainted now
With each refuge that tries to
Counterfeit Atlantis, how
Will you recognise the true?

Assuming you beach at last
Near Atlantis, and begin
That terrible trek inland
Through squalid woods and frozen
Thundras where all are soon lost;
If, forsaken then, you stand,
Dismissal everywhere,
Stone and now, silence and air,
O remember the great dead
And honour the fate you are,
Travelling and tormented,
Dialectic and bizarre.

Stagger onward rejoicing;
And even then if, perhaps
Having actually got
To the last col, you collapse
With all Atlantis shining
Below you yet you cannot
Descend, you should still be proud
Even to have been allowed
Just to peep at Atlantis
In a poetic vision:
Give thanks and lie down in peace,

Having seen your salvation.
All the little household gods
Have started crying, but say
Good-bye now, and put to sea.
Farewell, my dear, farewell: may
Hermes, master of the roads,
And the four dwarf Kabiri,
Protect and serve you always;
And may the Ancient of Days
Provide for all you must do
His invisible guidance,
Lifting up, dear, upon you
The light of His countenance.

(W. H. Auden)